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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

QUASE NADA

Fui procurar um apartamento para alugar ontem a tarde com dois amigos meus. Cada um teve uma opinião diferente sobre cada apartamento: muito longe, muito pequeno, muito mal localizado, enfim.
Agora a tarde sentei um pouco pra desenhar e relaxar da jornada em busca do apartamento perfeito. Entrei no 10 Pãezinhos, dos gêmeos Gabriel Bá e Fabio Moon, pra ler algumas tiras e me dar um gás.
Eis que me deparo com um essa tira, em um post sobre o processo de criação da série de tiras Quase Nada:


Automaticamente eu perdi a vontade de desenhar e ganhei a vontade de escrever.
Escrever um post que vinha pensando em fazer desde que a Rose me chamou pra ser colaborador aqui do espaço, porém achava que precisava ler mais do que as tiras (que leio a um bom tempo) e de duas ou três HQ's e saber mais do que dezenas de entrevistas e videos me mostram.
Porèm essa tira me fez ver que talvez eu não precisasse, me veio a cabeça a ideia de fazer um post diferente dos que faço, mostrar na pratica como quadrinhos podem influenciar na nossa vida como qualquer outro tipo de arte.
As série de tiras Quase Nada, que originalmente eram publicadas no blog dos dois, ganharam espaço até no jornal mais famoso da cidade de São Paulo, a Folha de São Paulo, e entre tiras quase sempre de humor da igualmente famosa sessão de quadrinhos, conquistaram seu espaço.
Um animal, dialogos, cenários e situações que refletem com uma naturalidade as vezes até perturbadora o cotidiano e automaticamente te colocam no lugar dos personagens, te fazem pensar, se questionar e até se emocionar: essa é a série Quase Nada.
É uma série que me parece um respiro dos dois quadrinistas, uma resposta a rotina de trabalhos incessantes (até 14 horas por dia desenhando), as publicações frequentes, a pressão das editoras e de alguns roteiristas, das viagens, os problemas pessoais corriqueiros que se refletem em nós, leitores. Problemas de caras que apesar de muito bem sucedidos, são pessoas tão simples e complexas como qualquer um de nós.
Um projeto que eles tocam a muito tempo, e que talvez nem precisassem continuar a fazer, mas que nos mostra o quanto são trabalhos verdadeiros, e nos fazem querer conheçer cada vez mais o extenso legado dos irmãos.
Trabalhos em sua maioria autorais que aqui no Brasil, e la fora fazem sucesso tanto com os fãs de quadrinhos convencional (super-heróis), quanto com os fãs de literatura, lhe renderam varios prêmio entre eles o Eisner Awards (Oscar dos quadrinhos), dos quais eles tem orgulho mas sabem que é apenas fruto de um trabalho bem feito e fazem questão de não colocar suas "patentes" na frente da real mensagem de seus trabalhos, coisa que muita gente deveria aprender a fazer.
Leiam, se apaixonem, e acompanhem as histórias e traços que Bá e Moon fizeram, fazem e farão enquanto a vontade deles de fazer quadrinhos durar, ou seja, por muito tempo.











http://10paezinhos.blog.uol.com.br

quarta-feira, 13 de abril de 2011

trilha especial da semana

 Nosso desenhista master mais querido está soprando velinhas hoje!
E a trilha mais bonitinha vai pra ele! Ariano amigo do peito!
Valeu  por atender meus telefonemas deseperados por alguma dica! (risos)
Salve Carlão!!!!




http://carlosrocha.art.br/blog

sexta-feira, 4 de março de 2011

0 Nem santo, nem louco.

 por Cauê Mathias

É como Mateus Santo Louco se apresenta no seu blog. Mas uma coisa temos que concordar, seus trabalhos são simplesmente insanos.
Migrou para os quadrinhos em 2006 e lá permanece até hoje, para a alegria dos fãs de armas, sangue, zumbis e badass things.
Títulos para Boom! Studios (2Guns, Cover Girl, Fall of Cthulhu), Image Comics (24Seven e Wonderlost), Desperado Comics (The Relevant), DC Comics (Halloween Special) e Marvel Comics (Rampaging Wolverine e Dark Reign:Lethal Legion) onde trampa até hoje, recheiam o curriculo de Mateus.
Fora seus projetos autorais no Coletivo Mondo Urbano, que conta com nomes como os de Eduardo Medeiros e Rafa Albuquerque, atualmente sendo publicado pela Editora Devir aqui no Brasil, e que receberam elogios até do mestre do horror Stephen King.






Vale muito a pena conferir e consumir, material gráfico de qualidade altamente foda.
O detalhismo de Santo Louco é impressionante, o como ele consegue encaixar os elementos seja em uma pagina sequencial, seja em uma ilustra, também é de tirar o chapéu.
O estilo HQ mixado com as pinceladas espontâneas dão expressões aos seus personagens, que praticamente obrigam você a sentir-se na situação dos caras. Dor, medo, prazer, felicidade, se o Louco quer que você sinta, você sente.



As cores são um ponto que eu também admiro bastante. Seja colorido, monocromático, manchas soltas, bem amarradas ou até em auto-contraste ele não deixa a vida da parada morrer.


 Por essas e outras, Mateus Santo Louco é um nome que não pode faltar na minha lista de quadrinistas da nova geração que estão fazendo o publico fã de quadrinhos sair das bancas e buscar mais qualidade, diversão, beleza e emoção no que consome, além de inspirar futuros Santos Loucos, Grampás, Coutinhos, Bás, Moons e por aí vai.
Sem se estender mais, lhes apresento nosso ilustre dessa sexta pré-carnaval.
Hasta!


http://santolouco.wordpress.com/web-comics


Ps.: Originalmente os posts são para resenhar ilustradores, mas frequentemente estarei mostrando aqui no Espaço alguns quadrinistas, uma profissão que está crescendo cada vez mais no Brasil mas ainda precisa de MUITA divulgação, por que vamo combina, coisa boa não falta.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Uma breve introdução sobre Fanzines

Por Helio Guilheme Andreoli Marcondes

Uma das artes mais conceituadas da arte underground, de fato é a manifestação radical, impressas em fanzines, essa forma diferenciada de manifestar as mais diversas opiniões e sentimentos. O Fanzine se tornou uma forma “cult” de trazer informação e entretenimento para as pessoas de uma forma bem singular e simples, normalmente se vêem em formatos de fotocópias em preto e branco, ou com algumas páginas coloridas. Uma de suas características principais, é que a sua estrutura não necessariamente precisa seguir um padrão específico, diferente das revistas ou comics que seguem criteriosas formas artísticas e de editoração gráfica.
Diante desse fato, muitos jovens artistas aderem ao formato de fazines, como opção de ilustrar suas obras, sendo uma das formas mais livres e práticas de se publicar uma obra de literatura gráfica, fugindo da burocracia de Editoras. Outra vantagem encontrada é relacionada ao custo benefício, por ser um meio de comunicação mais barato, pode ser facilmente produzido e publicado, sem a necessidade da interferência de Editoras e Gráficas. Podem ser impressos em casa, mesmo que alguns, não tenham a qualidade gráfica desejada para concorrer no mercado mas dependendo da publicação, ela pode ter uma qualidade surpreendente, ainda mais com as novas opções de hoje, de programas específicos de desenho e editoração gráfica, sendo atualmente ferramentas fundamentais para realizar um bom trabalho e o meio mais moderno de se fazer uma publicação independente.
Como disse anteriormente, o fanzine, é uma publicação independente, podendo ser feita de modo individual ou no coletivo, que versam sobre os mais diversos temas e movimentos, mas de onde exatamente vem a expressão “fanzine”, muito se fala de onde surgiu a palavra Fanzine ou simplesmente “zine”. Nos atuais dicionários, podemos encontrar as seguintes afirmações:
1) s.m. Publicação elaborada por e para amantes de ficção científica, histórias em quadrinhos, cinema etc.
2) fanzine fan.zi.ne s.m (ingl fan+(maga)zine) Publicação de imprensa alternativa, geralmente dedicada a assuntos musicais e outras manifestações culturais.

Como visto acima, entende-se que a expressão fanzine, é a junção da palavra inglesa “fan” e a adequação da expressão “zine”, que advém da palavra “magazine” formando assim uma única palavra “fanzine”, ou como uma tradução literal, “revista de fan”.

Antigamente, não se precisa quando surgiu, efetivamente os “fanzines”, mas a sua criação ideológica é originária da Inglaterra, através dos movimentos revolucionários dos estudantes, logo após a manifestação e expansão da musica e do movimento punk na Europa. Mas publicações independentes, já existiam na antiguidade, só não eram rotulados como “fanzine”.

Por ser uma forma livre e independente de manifestação de arte, seus autores não necessariamente precisam ter um motivo específico para publicar um fanzine, normalmente é usado como parte de portifólio de alguns artistas e escritores, mas não precisam de um motivo específico, pode simplesmente ser a pura manifestação do pensar e criar uma obra artística.

Alguns fanzines são e foram tão bem reconhecidos pelo publico, que viraram publicações de grande sucesso, e franquias publicitárias de um bom negócio, fazendo com que seus autores e suas obras fossem reconhecidos internacionalmente, como a máxima criação de Kevin Eastman e Peter Laird, criadores da famosa série lançada em um “comic book” as Tartarugas Ninjas, ou Teenage Mutant Ninja Turtles;



Kevin Eastman e Peter Laird Teenage Mutant Ninja Turtles


O mesmo ocorreu com outro criador que lançou sua publicação que foi um grande sucesso, como o autor, o escritor e artista James O'Barr que criou “O Corvo” nos anos 80, em resposta a uma tragédia pessoal, em que sua namorada, Beverly, de dezoito anos, foi morta por um motorista bêbado.


James O'Barr o Corvo – Bradon Lee como o corvo no cinema

Essas são apenas algumas obras que servem como exemplo de que, uma boa idéia pode gerar um bom negócio e ótimas franquias, o que começou, com uma simples publicação, passando pelos comics book em preto e branco, foram adaptadas para outras formas de mídia, como cinema, desenhos animados, músicas, entre outras. Muitas das grandes idéias podem surgir de um simples fanzine e podem se tornar grandes publicações de sucesso, basta ter boa criatividade e vontade.